Moda

Vamos falar sobre consumo consciente

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Quanto realmente pagamos ao aderir ao fast-fashion?

Há algum tempo escrevemos sobre armário-cápsula aqui no blog, assunto que vem tomando atenção no mundo ultimamente, inclusive tem sido pauta de debate para algumas poucas blogueiras brasileiras. E quando escrevemos sobre o tema até aderimos ao movimento, mas com tanto fast-fashion nos cantarolando ao redor… Contudo nada tinha me impactado tanto como hoje, ao assistir o documentário The True Cost, disponibilizado no Netflix. Deixa compartilhar com vocês o porquê.

Durante os últimos quatro anos, tive a oportunidade de viver em três países diferentes. Além da Itália, onde vivi até o começo de Maio, vivi também nos Estados Unidos e na França e pude acompanhar os costumes ‘fashion’ desses países; cada um com seu ritmo, porém todos com uma coisa em comum: o consumo excessivo de fast trends. O tanto de vestuário vendido à preço baixo é coisa de louco, desejo de vida de muita brasileira – também fui vítima desse consumismo exacerbado, mas por motivos de muito amor por viagem / muita mudança de país e pouco dinheiro no bolso, tive que rever meus conceitos.

E pouco tempo antes de deixar terras italianas, me vi batendo cabeça pensando em como organizar minhas malas, uma vez que o tema peso X dinheiro é sempre um problema em aeroportos. Agora nessa fase de mudança de país mais uma vez (pois me caso em breve e explico em outro post com direito à diquinhas) e com essa de mala para cá, mala para lá, me peguei mais uma vez pesquisando coisas sobre moda até me deparar com esse documentário, que questiona se realmente vale à pena todo esse consumo desenfreado que cresceu 500% apenas em duas décadas. O longa aborda o valor real dessas peças a $5, que tem por detrás o sangue de gente necessitada que é escravizada por questão de sobrevivência. É interessante ver também o impacto dessa produção acelerada no meio ambiente; o aumento da poluição devido aos produtos tóxicos utilizados na produção das peças e, também, o número excessivo de vestuário descartado não-biodegradável.

Foto: The True Cost

O mais bacana é que, além de mostrar toda tristeza dos trabalhadores que se submetem à cargas horárias abusivas e condições de trabalho precárias, a tragédia do Rana Plaza que teve mais de mil vítimas e uma série de realidade negativa dessa trend, o longa mostra também iniciativa de empresários, jornalistas, fashionistas e ativistas em geral que ano após anos vem fomentando o consumo consciente, criando um ambiente favorável às lutas à favor dos direitos humanos e, também, do meio ambiente.

Foto: Sweatshop-Deadly Fashion

O longa é de 2015, porém vale à pena vê-lo hoje. É um verdadeiro alerta para que repensemos nossos hábitos de consumo.

Para quem curtiu o tema, é possível ver quais marcas são pró-consumo consciente aqui:

http://truecostmovie.com/learn -more/buying-better/

Compremos menos. Escolhamos melhor.

Foto de capa: Artificial Photography – Unsplash

Flávia Motta

Flávia é alagoana, jornalista, baixinha e chata. Formada pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió, já atuou em diferentes segmentos da comunicação ~ assessoria, website, TV e revista impressa/eletrônica ~ e nos últimos dois anos e meio viveu nos Estados Unidos e França (onde vive atualmente). É fã de música, cerveja e uma porrada de coisas inúteis que prefere fingir que não sabe. Acredita piamente que a informação amplia nosso olhar e, talvez, melhore nossa essência.

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